Porque amar
é desafiar o impossível:
é ser finito e, ainda assim, ficar,
como a sombra leve de um pássaro
sobre a terra,
que passa e marca.
No próximo dia 11 de Junho, a Letras Lavadas Edições publica Onde a Alma Respira o Vento, o novo livro de Filipe Bacelo. Nesta obra, o autor nascido em 1979, convida o leitor a percorrer os caminhos da memória, da perda e da esperança, numa escrita marcada pela sensibilidade e pela reflexão sobre a condição humana. Entre silêncios, ausências e reencontros, o livro propõe uma viagem interior que procura dar sentido às fragilidades e aos desafios da vida.
Natural de Ermesinde, Filipe Bacelo tem vindo a afirmar-se no panorama literário português através de uma voz autêntica e emocional, centrada em temas como o amor, as relações humanas, a espiritualidade e o autoconhecimento. Foi distinguido em 2023 com o Prémio Autor Revelação e de Melhor Romance no concurso literário Entre Palavras, consolidando o seu reconhecimento junto do público.
Bacelo faz um convite à contemplação e ao reencontro do leitor consigo próprio. Através de uma linguagem poética e profundamente humana, este livro nasceu, segundo as suas palavras, «da necessidade de dar espaço às nossas pausas, de olhar para as nossas raízes e de encontrar a esperança mesmo quando a terra parece fria».
Nos últimos dias, Onde a Alma Respira o Vento tem liderado o top “Os Mais Vendidos — Pré-Vendas Livros” da Fnac, uma conquista que demonstra o entusiasmo dos leitores e o impacto que a obra já está a gerar antes mesmo do seu lançamento.Sinopse
Há momentos em que a vida se resume ao frio de um banco de jardim e ao silêncio que a alma aceita como sombra. Onde a Alma Respira o Vento é um rasto de palavras deixado por quem aprendeu a caminhar entre o que foi e o que já não é, como uma folha que se dissolve devagar na terra que tudo guarda e tudo esquece.
Neste livro, Filipe Bacelo percorre os labirintos do esquecimento, da invisibilidade social e da busca por uma luz que teima em não apagar. Através de um silêncio bíblico, o autor convida o leitor a despir as máscaras e a enfrentar os próprios invernos, transformando a dor em fôlego e o cansaço em bravura.
Uma obra sobre a fragilidade humana e a persistência de quem, mesmo perdendo o rasto de si mesmo, encontra na poesia a forma definitiva de não desaparecer.
«A poesia de Filipe Bacelo é um verdadeiro refúgio para quem carrega inquietações silenciosas dentro de si. Nesta obra, a sua escrita transforma-se num templo de acolhimento, onde os medos deixam de ser escondidos para serem compreendidos com delicadeza e verdade. Ao longo da leitura, somos encorajados a enfrentar as nossas feridas (...). Um livro profundamente humano e envolvente.» José Azantos, autor de O Médico que Fala da Alma e de Curar Sem Manual de Instruções
«Este livro nasceu do silêncio, da perda, do amor, da memória e de tudo aquilo que, muitas vezes, não conseguimos dizer em voz alta.» Filipe Bacelo
Outros livros do autor
O Amor Vence Sempre (Chiado Books, 2019), A Morte Não Tem Dor (Ed. Trebaruna, 2022), Pensamentos de um Lobo (Ed. Toth, 2023), O Meu Erro Foi Não Saber Amar-te (Manuscrito, 2024), Lembra-te de Mim Sob as Estrelas (Guerra & Paz, 2025), Dragão Furninhas e o Cozido das Furnas (Letras Lavadas, 2026).
domingo, 7 de junho de 2026
«Onde a Alma Respira o Vento», o tão esperado novo livro de Filipe Bacelo
«Fantasmas – Um livro de memórias», de Siri Hustvedt
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Editora: Dom Quixote
Data de publicação: 05-05-2026N.º de páginas: 320 |
«Estou viva. O meu marido, Paul Auster, está morto.» É com esta afirmação crua e abrupta que Siri Hustvedt inicia Fantasmas, o mais íntimo e autobiográfico dos seus livros, que centra-se na vida partilhada com Paul Auster, desde o encontro de ambos em Nova Iorque, em 1981, até à morte do escritor, em 2024, vítima de cancro.
Mais do que um simples relato memorialístico, a obra apresenta-se como um arquivo vivo do luto, onde se cruzam entradas de diário, cartas, e-mails, reflexões ensaísticas e o último livro, inacabado, do autor de A Trilogia de Nova Iorque.
A casa em Brooklyn, onde viveram mais de três décadas, surge como uma «arquitectura da memória», habitada por vestígios de uma presença ausente. Ao longo da doença prolongada do marido, Hustvedt assume o papel de cuidadora, acompanhando de perto o desgaste físico e emocional de quem sabe que a perda se aproxima.
No tempo presente da escrita, Siri interroga o próprio sentido do luto, recusando separá-lo da vida: «O luto e a depressão convergem muitas vezes.» O amor de mais de quatro décadas é descrito não apenas como memória, mas como incorporação: «o toque do Paul, a maneira de falar dele, as suas ideias, os seus livros e o seu sentido de humor fazem parte de mim agora (...)»
Marcado também por outras tragédias familiares, o livro expõe de forma transparente o quotidiano da doença e da perda, convocando simultaneamente a filosofia e a reflexão psicológica para refletir sobre a forma como a ausência continua a fazer-se sentir, nomeadamente através da metáfora do «membro-fantasma».
Em suma, Fantasmas (com tradução assinada por Tânia Ganho) é uma obra íntima e reflexiva que, entre o testemunho autobiográfico e o ensaio, transforma o luto numa meditação sobre o amor, a memória e a perda, explorando a reconstrução da identidade após a ausência e aquilo que permanece depois da morte de alguém importante.
Excertos
«Embora eu tivesse pensado muitas vezes em como seria viver sem o Paul, comecei a imaginá-lo com mais frequência. Imaginava-me a andar pela casa sozinha. Imaginava-me a fazer o luto.»
«Todos morremos, mas apenas alguns de nós vivem com a consciência de que a vida pode terminar a qualquer instante. Embora tivesse, muitas vezes, imaginado como seria viver sem o Paul, passei a fazê-lo com uma frequência quase insistente. Via-me a percorrer a casa sozinha. Via-me mergulhada no luto.»
«Tenho dormido no meu lado da cama. Até ver, não dei por mim a ocupar mais espaço do que antes. Quando acordo, não espero que ele esteja ao meu lado. Não espero que ele entre no quarto, sequer. Já não o consigo conjurar, por muito que gostasse de o fazer. Temi a sua morte iminente durante demasiado tempo.»
«O meu corpo revolta-se, atormentado por maleita atrás de maleita: dores e descargas elétricas e aftas e pés desesperadamente gelados e dormentes, e cada sintoma me assusta. A minha própria fragilidade e morte, e também a vida sozinha.»
«Quando um escritor morre, os livros que deixa para trás contam como “restos mortais”».
sábado, 6 de junho de 2026
«Mimos», de Herodas, entre as novidades da Letras Lavadas Edições
Além de Onde a Alma Respira o Vento, O Eco do Búzio, A Emergência do Poder Americano e o Almirante Alfred Thayer Mahan, entre outros títulos, são novidades da Letras Lavadas Edições os seguintes livros.Mimos, de Herodas
São oito os Mimos de Herodas que nos chegaram, praticamente na íntegra, a que se juntam pouquíssimos fragmentos, os quais integrariam mais cerca de quatro mimos. À exceção do Mimo VIII, todos os outros tratam de situações do quotidiano. Do mesmo modo que Teofrasto recorre a exemplos comuns para fornecer um cardápio de tipos humanos nos seus Mimo VIII, ou da mesma forma que Álcifron evoca episódios caricatos nas suas Cartas, ou ainda de maneira semelhante aos enredos da Comédia Nova, que se viram para o oikos e dão a conhecer um conjunto variado de ocorrências domésticas, também os Mimos de Herodas desenvolvem, ainda que de forma breve, circunstâncias e incidentes do dia-a-dia social, familiar e profissional do período grego helenístico.
A presente tradução em língua portuguesa da obra de Herodas, diretamente do original grego, a que se juntam uma introdução e notas, de Rui Tavares de Faria, é a primeira que se publica em Portugal.
Lin-Tchi-Fá / Flor de Lótus, de Maria Anna Acciaioli Tamagnini
A recuperação e reedição de Lin-Tchi-Fá / Flor de Lótus justifica-se pelo valor literário intrínseco da obra, pela singularidade da sua imaginação orientalista no contexto português e pelo contributo que oferece para a compreensão das formas através das quais uma mulher escritora soube inscrever a sua voz num horizonte cultural marcado por fortes assimetrias de género. Esta edição permite não só restituir visibilidade a uma autora injustamente marginalizada pela historiografia literária, mas, também, reinscrever a sua poesia no diálogo contemporâneo sobre os cruzamentos entre culturas, sensibilidades e tradições poéticas. - O editor, Henrique Levy
Terras do Espírito Santo, de Teresa Tomé
Era uma vez uma comunidade chamada “Dove”, habitada por muitas pessoas, cada uma trazendo consigo a sua própria história – quase sempre marcada por perdas e travessias difíceis. No peito guardavam feridas antigas, mas também uma esperança que teimava em não morrer: uma viúva que nunca chegara a casar, uma militante política obrigada a abandonar a filha para fugir às perseguições do regime de Salazar, um funcionário consular, um professor universitário emigrante, dois enfermeiros, um diretor de hotel, um advogado tímido, um jardineiro, um bancário com vocação para a botânica, uma menina com trissomia vinte e um, em busca de redenção.
Viviam inspirados pelos Impérios do Espírito Santo dos Açores: trabalhavam juntos, meditavam juntos e partilhavam o que tinham. Pouco a pouco, algo dentro deles foi-se transformando – como se as almas se tornassem mais leves, mais claras e mais abertas ao transcendente.
Começaram a perceber que a humanidade inteira se encontrava às portas de uma grande transformação. Um novo tempo aproximava-se, silencioso mas inevitável – uma nova idade da História!
Compreenderam então que aquela pequena comunidade era apenas um sinal desse horizonte maior: o anúncio de uma era que nascia lentamente no coração do mundo – a Era do Espírito Santo!
O Último Século Humano, de César Alves
Tudo mudou devagar.
Não houve colapso.
Não houve guerra.
Houve apenas escolhas… cada vez mais rápidas, mais fáceis, mais certas.
Ao longo de várias gerações, o mundo tornou-se eficiente, previsível… e estranho.
As decisões deixaram de pesar.
A memória deixou de doer.
O tempo deixou de ser necessário.
E, sem dar por isso, algo essencial começou a desaparecer.
Acompanhando uma família ao longo de décadas, este romance atravessa a transição silenciosa para um mundo onde tudo funciona, mas já não sabemos bem para quê.
O Último Século Humano é uma pergunta disfarçada de história:
O que resta do humano quando já não é preciso ser humano?
Os Mundos Recônditos de Vallda, de Carla Valadão
«Carla Valadão pinta com poesia cada palavra, cada verso e leva-nos a viajar aos surpreendentes Mundos Recônditos de Vallda.
Quem dá a sua poesia a degustar permite aos demais um banquete farto e surpreendente, possibilita viagens e imersões no profundo do ser de quem escreve e ousa confessar ao papel sonhos, desejos, vivências, ânsias, crenças, dores, inspirações e um infinito de sentimentos com intensidade e até erotismo.
Os Mundos Recônditos de Vallda também trazem pinceladas de ambição e renovação, visíveis nos poemas que se apresentam cheios de criatividade e intenção, nos versos que se doam e abrem janelas, permitindo a realização dos sonhos.
Carla é a mulher, a filha, a mãe, é a criativa, a mente fervilhante e inovadora. Viajar aos Mundos Recônditos de Vallda é uma experiência enriquecedora». - Sandra Fernandes
quinta-feira, 4 de junho de 2026
As séries de livros «As 5 Linguagens do Amor» publicadas em Portugal
As 5 Linguagens do Amor (The Five Love Languages, 1992) é um fenómeno editorial que atravessa gerações. Publicado há mais de três décadas, o livro de Gary Chapman — autor, conferencista e conselheiro matrimonial norte-americano — tornou-se um bestseller internacional, conquistando milhões de leitores em todo o mundo. A partir de uma ideia simples, mas profundamente transformadora, Chapman propõe que os casais aprendam a reconhecer e a responder às necessidades emocionais um do outro, contribuindo para relações mais sólidas e gratificantes. Décadas após a sua publicação, e com 20 milhões de exemplares vendidos, a obra mantém uma notável actualidade e continua a influenciar a vida de milhares de pessoas.O impacto do conceito levou o autor a expandi-lo para diferentes contextos e públicos. Ao longo dos anos, o autor publicou diversos títulos inspirados nas cinco linguagens do amor, dirigidos a leitores com realidades específicas, entre os quais The Five Love Languages for Singles, The Five Love Languages: Men's Edition e Sharing Love Abundantly in Special Needs Families. Cada um destes livros procura adaptar os princípios da obra original aos desafios e experiências particulares dos seus destinatários.
Em Portugal, a editora Nexo não se limitou a publicar As 5 Linguagens do Amor, obra que já se encontra na 10.ª edição. Trouxe também aos leitores portugueses as versões de The Five Love Languages of Children (1997) e The Five Love Languages of Teenagers (2000), dois livros que exploram a aplicação deste modelo às diferentes etapas do crescimento. Neles, Gary Chapman — actualmente com 88 anos — desvenda formas concretas de compreender e expressar amor junto de crianças e adolescentes, ajudando pais e educadores a fortalecer os laços afectivos e a responder de modo mais eficaz às necessidades emocionais dos mais jovens.
A receção destas obras em Portugal foi igualmente expressiva. As primeiras edições esgotaram rapidamente e as reimpressões têm-se sucedido, confirmando o interesse duradouro dos leitores por uma abordagem que alia simplicidade, reflexão e utilidade prática no universo das relações familiares. Em seguida, podes ler os textos sinópticos de cada livro.
As 5 Linguagens de Amor das Crianças
Sabemos que ama os seus filhos, mas será que eles se sentem amados?
Todas as crianças têm uma forma única de se sentirem amadas.
Quando descobrir a linguagem de amor dos seus filhos - e como a falar - pode construir uma base sólida de confiança com os seus filhos e permitir que floresçam à medida que crescem.
Neste livro para pais, professores, pais solteiros, e muitos mais, Gary Chapman e Ross Campbell oferecem conselhos práticos para:
- Descobrir e falar a linguagem de amor dos seus filhos - em dezenas de maneiras diferentes!
- Utilizar as linguagens de amor para ajudar os seus filhos a aprender da melhor forma;
- Disciplinar e corrigir os seus filhos com maior eficiência e com amor.
Excerto
«Tempo de qualidade é a dádiva da presença física de um pai ou mãe a um(a) filho(a). A mensagem que transmite é esta: "Tu és importante. Eu gosto de estar contigo." Isto faz com que a criança sinta que não há nada no mundo mais importante do que ela própria. E, assim, sente-se realmente amada porque tem o pai ou a mãe só para ela. Quando passa tempo de qualidade com as crianças, o leitor deve acompanhar o seu nível de desenvolvimento físico e/ou emocional.»
As 5 Linguagens de Amor dos Adolescentes
Não consegue comunicar com os seus filhos adolescentes?
Nunca educar adolescentes foi tão avassalador como agora. Se estiver a pensar naquilo que está a fazer mal, acredite: não está sozinho. Mas há esperança. Ao aprender a expressar efetivamente amor no meio do turbilhão de mudanças que os seus filhos estão a atravessar, pode manter a ligação a eles, exercer influência e ajudá-los a crescer, para se tornarem adultos saudáveis.
Gary Chapman ajudá-los-á a:
• Compreender os adolescentes de hoje;
• Identificar a principal linguagem de amor dos seus filhos adolescentes;
• Descobrir a melhor forma de expressar amor aos seus filhos adolescentes;
• Encarar a necessidade que os seus filhos adolescentes têm de independência e de responsabilidade;
• Responder com amor quando os seus filhos adolescentes falharem.
Educar adolescentes é uma tarefa dura, mas com os conselhos de Gary Chapman e com os seus exemplos práticos, pode consegui-lo — e fazê-lo bem. Inclui um perfil das linguagens de amor para adolescentes.
quarta-feira, 3 de junho de 2026
«Viver e Amar (Não) Basta» é um dos lançamentos da Chiado Books
Marta Carvalho (n. 1991) conta com mais de uma década de experiência na área da Gestão de Recursos Humanos, construiu uma carreira sólida enquanto cultivava paixões que vão além da sua profissão: viagens, dança, praia, sol, livros e filosofia. Mas foi na escrita que encontrou o seu verdadeiro refúgio e a forma mais autêntica de expressão. A autora é profundamente inspirada por temas universais e intemporais, como o amor, a perda e os desafios das relações humanas. Viver e Amar (Não) Basta é o seu livro de estreia e tem o selo Chiado Books.Texto sinóptico
(Des)Amores, perda e relações humanas: temas universais que nos acompanham desde sempre e que, inevitavelmente, estão presentes na vida de cada um de nós.
Entre o amor e paixão, conquista e perda, saudade e nostalgia, estabilidade e novidade, monotonia e desejo, padrões e erros que teimamos em repetir…
(Haverá algo mais complexo do que as relações humanas?)
Vai haver um dia em que conheceremos a perda definitiva, com a finitude da vida, nos que mais amamos.
(Como viver com uma saudade que nunca sara?)
É tão fácil perdermo-nos num mundo cada vez mais fragmentado em ideias, valores, empatia e colaboração.
(Como podemos ser felizes e encontrar um sentido para a nossa vida, afastando-nos da superficialidade, ganância e individualidade que moldam a nossa sociedade nos dias de hoje?)
Há que saber Viver e Amar.
Não deixar a vida e o tempo passarem por nós, mas sermos nós a fazer o melhor uso deles.
Precisamos de viver amores possíveis, aprender a envelhecer, a aceitar a finitude da vida e tornarmo-nos pessoas gratas e melhores, com tudo e todos.
Por mais que nos desviemos deste caminho, não há outra maneira de vivermos felizes.
É preciso Viver, não apenas existir.
E para Amar, é essencial estar presente. Sempre.
Este livro convida-te a explorar o que há de mais profundo em ti e nas tuas relações com os outros.
(Podemos tratar-nos por tu, certo?)
Liliana Ramos (2000-2025), apaixonada por moda, literatura e pela arte de transformar emoções em palavras, viveu com intensidade e autenticidade. Licenciada em Marketing, perseguiu os seus sonhos com criatividade e determinação. A sua memória permanece viva nas páginas que deixou, no amor que inspirou e na saudade luminosa que continua a acompanhar todos os que a conheceram. A Chiado Books publicou, postumamente, o seu romance A Casa no Fim da Rua.Texto sinóptico
Ninguém sabe exatamente há quanto tempo está vazia.
Dizem que pertenceu a reis.
Outros murmuram que nunca pertenceu a ninguém.
Para Diana, era apenas mais uma casa velha no fim da rua – até ao dia em que parou, olhou… e ela olhou de volta.
Quando um estranho com olhos familiares aparece no jardim, memórias enterradas começam a emergir.
Um livro que nunca foi seu. Uma fotografia impossível. Um nome esquecido: Lúcio.
À medida que portas se abrem sozinhas e espelhos se recusam a refletir, Diana é arrastada para o coração de uma casa viva, onde o tempo não corre, a infância não morre… e os ecos do passado exigem ser ouvidos.
Agora, terá de lembrar o que passou uma vida a esquecer.
Porque há escolhas que prendem.
E há verdades que libertam.
Mas para cada escolha… há um preço.
E só pode haver um.
terça-feira, 2 de junho de 2026
O livro que marcou a estreia de Gertrude Stein na Literatura
Três Vidas foi uma das primeiras publicações deste ano da Ponto de Vírgula editora. Este foi o primeiro livro publicado de Gertrude Stein, em 1909.
O livro (traduzido para o nosso idioma por Elga Fontes, a partir de Three Lives) reúne três novelas centradas em mulheres da classe trabalhadora numa cidade fictícia. A característica mais marcante da obra é o estilo experimental de Stein, baseado em repetições, ritmo e linguagem simples. Três Vidas é frequentemente apontado como um dos livros mais acessíveis e convencionais da autora de A Autobiografia de Alice B. Toklas, servindo como uma excelente introdução ao seu universo literário.
Esta edição destaca-se pela capa de grafismo disruptivo e multidimensional, uma solução visual particularmente criativa que dialoga com o caráter inovador da própria obra.Sinopse
«A Boa Anna» é tão gentil como tirana. Sendo empregada, encara a vida como se fosse mãe dos que a rodeia, apesar de não ter filhos. É sempre pobre, mas oferece muito do que tem, e verte tudo de si nos outros, até não restar nada.
«Melanctha» cresceu numa realidade feita dura pela pobreza e áspera pela ausência de afeto. Aprendeu sobre a vida nas ruas, colheu o carinho que lhe chegava sem ter capacidade crítica sobre a sua origem e, das feridas que resultaram, fez nascer o conhecimento possível.
«A Gentil Lena» abdicou da vontade própria à nascença e deixou que o mundo a levasse pela vida como uma corrente. Casada sem possibilidade de escolha, definhou debaixo de abuso.Em Três Vidas, Gertrude Stein descreve como a pobreza, a classe e a raça aprisionam estas mulheres. Com uma profundidade psicológica impressionante, Stein conta mais do que três histórias: desenvolve três identidades a partir da profundidade da mente humana, amorosa e desesperada. Fá-lo usando uma escrita inovadora, que sublinha os padrões impostos pelo fluxo de discurso repetitivo que espelha na palavra escrita a frustração que atravessa o íntimo de todas as personagens.
Excerto
«Jeff não gostava muito disso hoje em dia, do seu verdadeiro sentimento. Sabia agora muito bem que Melanctha não era suficientemente forte por dentro para suportar mais a sua lenta maneira de agir. E, no entanto, agora ele sabia que não era honesto no seu sentimento. Agora tinha sempre de mostrar mais a Melanctha do que alguma vez sentira. Agora ela fê-lo ir tão depressa, e ele sabia que não era real o seu sentimento, e, mesmo assim, não podia fazê-la sofrer mais por ser sempre tão lento com o seu sentimento.»
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Oficina do Livro publica «Curar sem Manual de Instruções», o novo livro de José Azantos
José A. Santos (n. 1980) entende a medicina como uma expressão concreta do amor ao próximo, considerando o amor a verdadeira matéria-prima da prática médica. Especialista em Medicina Geral e Familiar, dedica-se há mais de quinze anos ao acompanhamento dos seus pacientes e das suas famílias, cultivando uma abordagem que alia competência clínica, proximidade humana e atenção à pessoa na sua totalidade. Ao longo do seu percurso, alargou os horizontes da sua intervenção à consultoria em Mindfulness e à Hipnose Clínica, aprofundando o interesse pelas dimensões emocionais e interiores da saúde e do bem-estar. É autor de O Médico que Fala da Alma (2024), obra que tem conquistado um amplo acolhimento junto dos leitores e que já está na 3.ª edição.
Curar sem Manual de Instruções é o título do seu novo livro, a editar na próxima semana pela Oficina do livro. A senda de amor e presença numa existência que ignora os lamentos constitui a premissa da obra.
José Azantos afirma: «neste livro falo de autocompaixão, de amor-próprio, de consciência, de reencontro e da coragem de sermos o que verdadeiramente somos. Cada história presente nestas páginas procura ser um espelho, um abraço e um bálsamo para a alma de quem lê.»
Texto sinóptico
Num tempo de inquietação silenciosa, o médico José Azantos lança a seguinte hipótese: e se o principal problema não for o que nos acontece, mas a forma como nos afastámos de nós próprios? Entre a persona - os papéis que representamos - e a alma - a nossa verdadeira essência -, este livro revela como a ilusão de uma vida vivida superficialmente não é neutra e tem um custo na nossa saúde: o burnout existencial.
Com rigor clínico e sensibilidade humanista, o autor mostra como a desconexão de nós próprios alimenta o sofrimento. Sem gerar culpas nem criar promessas vãs, apresenta uma visão agregadora da saúde, onde viver implica presença e onde a cura é mais do que um ato clínico: é um ato de consciência e de responsabilidade pelo encontro destemido com o que genuinamente somos.
Uma obra simultaneamente tocante e acessível, que nos leva a afastar da dispersão mental e a aproximar deste amor que não é emocional, mas existencial: o amor-próprio. «A cura não obedece a instruções, mas, sim, ao amor que temos por nós próprios.»
Citações
«Efetivamente, a vida não castiga nem ensina; apenas reflete. Enquanto acreditarmos que o sofrimento vem do destino, permanecemos personagens. Quando assumimos responsabilidade pelo lugar que escolhemos, reconhecemos que somos autores.»
«Somos almas que caminham neste mundo com um único propósito: expressar o amor que somos. Afinal, a vida é sobre amar e não sobre viver. Tudo o que nos foi dado para expressar este amor foi uma mente — que pensa e cria — e um corpo — que sente e age. Quando nos afastamos do nosso propósito, algo deixa de fazer sentido... tal como continuar a respirar, mas com o coração já parado.»
sábado, 30 de maio de 2026
A obra e o legado de Edgar Morin (1921-2026)
Com a morte de Edgar Morin, ontem, desaparece uma das grandes referências intelectuais do último século. Filósofo, sociólogo e pensador da complexidade, Morin deixou uma obra vasta e influente, marcada pela defesa de um conhecimento capaz de unir saberes e compreender a realidade na sua riqueza e contradição.Edgar Morin (1921-2026) manteve uma ligação forte a Portugal, onde esteve pela última vez em 2023. Os seus livros foram sendo publicados ao longo de décadas, desde o início dos anos 1980, com as Publicações Europa-América, passando pela Relógio d’Água Editores e, sobretudo a partir de meados da década de 1990, pelo Instituto Piaget/Edições Piaget, que se tornou a principal casa editorial da sua obra entre nós.
Entre as edições mais recentes de obras suas destacam-se Um Momento Mais… (2024), Lições de Um Século de Vida (2.ª edição, 2025) e Os Sete Saberes para a Educação do Futuro (3.ª edição, 2025). Já em novembro de 2025, a Editora Planeta de Livros (sob a chancela Crítica) publicou Lições da História – Podemos aprender com o nosso passado?, aquele que viria a ser o seu último livro, escrito quando o pensador francês contava 104 anos.
Seguem notas de pesar das editoras
«O Piaget manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do escritor, filósofo e sociólogo Edgar Morin, que nos deixou aos 104 anos. Mais do que uma referência global, Edgar Morin faz parte da nossa identidade. Temos o orgulho de ser a casa editorial de várias das suas obras fundamentais através das Edições Piaget e de celebrar o seu legado, de forma permanente, na Aula Magna Edgar Morin, no Campus de Almada. A sua visão do "Pensamento Complexo" e o seu compromisso com uma educação humanista transformaram o mundo. Hoje, a sua voz cala-se, mas o seu legado permanece vivo em cada página.»
«A Planeta de Livros manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Edgar Morin. Filósofo, sociólogo e um dos mais influentes pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, deixa uma obra incontornável que continuará a inspirar leitores e pensadores em todo o mundo.»
Romance vencedor do Booker Prize 2025 é publicado pela Relógio D'Água
Entre as novidades da Relógio D'Água, constam o romance vencedor do Booker Prize 2025. Carne - traduzido por Maria de Fátima Carmo a partir de Flesh - foi considerado um dos melhores livros do ano por publicações como o The New Yorker, The Guardian e The Times.
Texto sinóptico
István, ainda adolescente, vive com a mãe num tranquilo complexo de apartamentos na Hungria. Tímido e recém-chegado à cidade, é alheio aos rituais sociais praticados pelos colegas e rapidamente se vê isolado, sendo arrastado para uma sequência de acontecimentos que o deixam para sempre estranho aos outros, à vizinha que o seduz e depois à mãe e a si próprio. Assombrado pelo espectro de uma tragédia passada e pela apatia da modernidade, o confronto entre István e tudo aquilo que o envolve avança até que uma súbita nova tragédia volta a pôr em risco a vida que conhece.
Carne traça os contornos quase impercetíveis de um trauma não resolvido e das suas consequências, no contexto da precariedade e da violência de uma Europa cada vez mais globalizada; e fá-lo com uma lucidez incisiva, um pathos inabalável e uma humanidade surpreendente.
David Szalay, nasceu no Canadá, cresceu em Londres e vive actualmente em Viena. É autor de cinco obras de ficção, incluindo Tudo o Que Um Homem é (2018) e Turbulência (2019), ambos publicados em Portugal pela editora Elsinore.Uma nova edição de Norte e Sul foi lançada no início de Abril pela editora. Elogiado por Charles Dickens como uma «história admirável, cheia de personalidade e poder», este romance publicado em 1855, é uma das mais impressivas descrições literárias da Revolução Industrial no século XIX.Texto sinóptico
A ação de Norte e Sul decorre em meados do século xix, narrando o percurso da protagonista desde o ambiente tranquilo mas decadente de uma Inglaterra sulista até um norte vigoroso mas turbulento.
Neste romance, Elizabeth Gaskell fala-nos de um amor incomum, para mostrar o modo como a vida pessoal e a pública se entrelaçavam numa sociedade recentemente industrializada.
Esta é uma história de triunfos conquistados com enorme esforço, onde o pensamento racional é mais valorizado do que o preconceito e o lado humano se sobrepõe ao respeito cego pela atividade económica.
Os leitores do século xxi irão sentir-se absorvidos, à medida que a trama deste romance vitoriano os transporta até às origens de problemas e possibilidades que ainda hoje, cento e cinquenta anos mais tarde, subsistem: a complexidade das relações, públicas ou privadas, entre homens e mulheres de diferentes classes sociais.
Elizabeth Gaskell (1810-1865), publicou anonimamente o seu romance de estreia, Mary Barton, em 1848, elogiado por Charles Dickens, que chamou à autora a sua “querida Xerazade”, convidando-a a colaborar no seu jornal. Foi nessa época que Elizabeth conheceu Charlotte Brontë, quando passava férias nos arredores de Windermere. Tornaram-se amigas e Elizabeth Gaskell escreveu The Life of Charlotte Brontë (1857), que permanece uma das mais importantes biografias da literatura inglesa. A autora escreveu várias outras obras, como Cranford, A Maldição e Fantasmas Vitorianos.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Novo livro de Bernardo Pinto de Almeida: «Marilyn - Ninfa e Dasein»
That’s the trouble — a sex symbol becomes a thing. I just hate to be a thing.— Marilyn à Life, dois dias antes de morrerTexto de apresentação
A Ninfa, cuja função maior, como nos ensinou Warburg, é tornar visíveis os emblemas da beleza, da vitalidade e da paixão erótica, foi uma incontornável figura da Antiguidade, quer na literatura (mitológica, filosófica e poética) quer nas artes, e sobreviveu, secretamente incógnita, durante séculos. Ela reapareceu no Renascimento, de novo figurada nas artes e nas letras, associada à redescoberta da Antiguidade.
O seu reaparecer no século XX iria fazer-se com o cinema, já que foi o cinema que permitiu repensá-la e, sobretudo, revê-la, sob a forma da imagem-movimento. A Ninfa cumpriu, no século XX, o que fora um desígnio da Antiguidade depois redescoberto pelo Renascimento e agora actualizado: o que Botticelli sugeriu foi, assim, amplificado por Hollywood.
Se for como penso, deveremos procurar entender de que modo essa figuração reapareceu no contexto que é o nosso, contemporâneo, pelo menos desde a Modernidade e até hoje, para poder traçar-lhe uma arqueologia: entender, na luminosa e enigmática figura de Marilyn, um exemplo da nachleben da Ninfa — e uma vez que a nachleben (sobrevivência, imagem póstuma) não significa repetição, mas reinscrição em um novo contexto — na época contemporânea é o propósito deste ensaio.
Bernardo Pinto de Almeida (n. 1954). Prémio AICA/Fundação Gulbenkian de Crítica de Arte (1983), Prémio de Poesia do Centro Nacional de Cultura, 2004. Prefaciou mais de cinco centenas de catálogos em Portugal e no estrangeiro. Dirigiu a colecção Caminhos da Arte Portuguesa no Século XX na Editorial Caminho. Colaborou em diversas revistas, nacionais e estrangeiras. Publicou vários livros de ensaio e tem poemas traduzidos em várias línguas, nomeadamente espanhol, italiano, francês, inglês, alemão e russo. Publicou em 2023 a obra Sicília. Marilyn - Ninfa e Dasein (Ed. Documenta) é o seu livro mais recente.
Outro livro publicado recentemente pela Documenta: O Fazedor de Teatro.
Os volumes n.º 96, 97 e 98 da colecção 'Retratos' da Fundação Francisco Manuel dos Santos
Baseado em entrevistas com promessas portuguesas (atuais e do passado), técnicos e especialistas, Promessas do futebol mostra como a sorte molda o destino no futebol e revela fenómenos como o efeito da idade relativa, que privilegia jovens nascidos entre janeiro e março. Na Seleção, por exemplo, por cada 24 eleitos, dez mil ficam de fora. Este é o retrato real do que custa chegar ao topo. Autoria de Rui Passos Rocha.
No livro Portugueses ciganos, Cinco séculos de resistência, de Ana Cristina Pereira, retrata-se o passado e o presente desta minoria em Portugal, através do resgate de factos e memórias históricos e da escuta ativa de protagonistas (por vezes, várias gerações numa família), das feiras às universidades, do futebol de elite aos acampamentos nómadas. Também se relata como um novo ativismo cigano combate, em simultâneo, muitas formas de discriminação e algumas demandas da tradição.
Bancários, Retratos com data-valor, de Luís Bento, retrata a trajetória dos bancários portugueses e a evolução do setor financeiro, desde a força sindical e o «milagre económico» dos anos 70 e 80 até ao atual cenário de erosão da solidariedade laboral, automação e contração da rede bancária, despedimento e desgaste dos trabalhadores. Através de testemunhos de diferentes gerações de bancários e ex-bancários, documenta os custos humanos da modernização crescente de um setor que passou do serviço de proximidade à crueza dos algoritmos e das metas comerciais.
Novo livro de Pedro Chagas Freitas esgota em pré-venda e avança para 2.ª edição
«Este é o livro mais íntimo que escrevi, o mais difícil, até. Obrigou-me a percorrer estradas emocionais onde não tinha conseguido passar», escreveu Pedro Chagas Freitas nas suas redes sociais, revelando a profundidade emocional do seu mais recente romance.
Antes mesmo de chegar às livrarias, Benjamim e os Dias Cheios de Nada já se tornou um verdadeiro fenómeno editorial em Portugal. Em menos de 72 horas de pré-venda, e ainda a várias semanas da data de lançamento, marcada para 12 de Junho, o livro, com o selo da Oficina do livro, alcançou os 35 mil exemplares e avançou para a 2.ª edição.A nova obra do autor mergulha em temas profundamente humanos e universais: os dias em que o vazio parece ocupar tudo, em que as emoções se confundem e em que se torna difícil compreender aquilo que sentimos. Com a sensibilidade e intensidade que caracterizam a escrita do autor, Benjamim e os Dias Cheios de Nada promete tocar leitores de todas as idades.
Sinopse
Benjamim vive as emoções como ninguém. A sua forma de ver a vida, de pensar a vida, de sentir a vida, é desconcertante. A existência também o é.
Ao atravessar as páginas deste livro, vamos conhecer um caminho de emoções, de gargalhadas, de lágrimas, de medos, de coragens, este é ao mesmo tempo um diário e um caderno de sentimentos, com múltiplas camadas e ainda mais leituras.
























